Casos de dengue chegam a 1.650 em Ribeirão Preto, mas dados apontam queda na evolução

Em escala que vai de zero a três, balanço da Prefeitura coloca cidade em grau dois de risco para epidemia.

Em dois meses, duas crianças morreram em razão da doença.

Dados divulgados nesta quinta-feira (13) pela Secretaria Municipal de Saúde apontam que chega a 1.650 o número de casos de dengue confirmados em Ribeirão Preto (SP).

O balanço foi atualizado na terça-feira (11).

O número é 243% maior do que o registrado de janeiro a fevereiro de 2018, quando 481 ficaram doentes.

Duas crianças morreram em razão da doença: Denis Bryan Souza Rodrigues, de 10 anos, e Maria Gabriela, de 8 anos.

Apesar do aumento em relação ao acumulado do ano anterior, os dados apontam queda nas confirmações, de acordo com a evolução da manifestação dos sintomas dos pacientes. Segundo o balanço, até agora, o pico da doença se concentrou na quarta semana deste ano, de 19 a 25 de janeiro, quando foram confirmados 462 casos.

Já de 2 a 8 de fevereiro, o número caiu para 117.

Em uma escala que vai de zero a três, os dados colocam Ribeirão Preto no nível dois de risco para uma epidemia.

Larvas do mosquito Aedes aegypti Reprodução/EPTV Secretário vai à Câmara O secretário Sandro Scarpelini esteve na tarde desta quinta-feira na Câmara dos Vereadores, onde falou à Comissão Permanente de Saúde sobre o avanço da doença na cidade. Scarpelini apresentou um vídeo de larvas do mosquito Aedes aegypti na água acumulada dentro de uma escada de metal, em um dos prédios do conjunto habitacional João Rossi, na zona Sul da cidade.

“É impressionante.

O mosquito se adapta demais, é resistente, e a guerra é intensa”, disse. Em janeiro, o índice de Breteau, que considera a relação entre o número de recipientes com larvas de Aedes aegypti e o total de imóveis pesquisados, foi de 13,8, segundo o secretário.

O Ministério da Saúde define como ideal índices abaixo de 1. “Nossas visitas têm identificado sistematicamente muitos focos nas casas.

Além de outros focos em outros setores”, afirma.

O secretário de Saúde de Ribeirão Preto, Sandro Scarpelini Reprodução/EPTV Paciente com dengue hemorrágica Morador do bairro Nova Ribeirania, Rui Frequete, de 32 anos, foi diagnosticado com dengue hemorrágica, e está internado no Hospital Santa Lydia.

Segundo a mãe dele, Cleusa Frequete, é a segunda vez que o filho contrai a doença.

No mesmo dia em que Rui começou a passar mal, com vômito e diarreia, foi levado ao hospital depois de ser atendido na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA).

A dona de casa afirma que ele teve outras complicações por causa da dengue, como pneumonia e líquido no pulmão.

O paciente, segundo a mãe, não tem previsão de alta. “O estado dele era grave quando ele foi levado à UPA.

Ele quase desmaiou.

Ele foi muito bem atendido.

Se não tivesse sido rápido, teria sido pior.

Ele está se recuperando, mas eu senti muito medo de perder meu filho.

Foi muito difícil”, diz Cleusa.

Principais formas de prevenção Deixar a caixa d’água bem fechada e realizar a limpeza regularmente; Retirar dos quintais objetos que acumulam água; Cuidar do lixo, mantendo materiais para reciclagem em saco fechado e em local coberto; Eliminar pratos de vasos de planta ou usar um pratinho que seja bem ajustado ao vaso; Descartar pneus usados em postos de coleta da Prefeitura. Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca
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