Conselho de Saúde recomenda 'lockdown' à Prefeitura de Ribeirão Preto para reduzir avanço da Covid-19

Nesta segunda-feira (29), cidade chegou a 98,2% de taxa de ocupação nos leitos de UTI para tratar a doença.

Conselho da Saúde propõe fechamento total de Ribeirão para reduzir casos de coronavírus O Conselho Municipal de Saúde enviou um ofício nesta segunda-feira (29) à Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) recomendando que sejam adotadas medidas mais rigorosas para conter o avanço da Covid-19.

Segundo o presidente Nilton Gilmar Nessi, que também integra o Comitê de Contingenciamento, o “lockdown” deve ocorrer em razão do crescimento acelerado de novos casos da doença na cidade e do aumento da taxa de ocupação de leitos. Embora não tenha uma definição única, o "lockdown" é, na prática, a medida mais radical imposta por governos para que haja distanciamento social – uma espécie de bloqueio total em que as pessoas devem, de modo geral, ficar em casa. Nesta segunda-feira (29), a taxa de ocupação chegou a 98,2% nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratar a doença na cidade.

Ao todo, 4,7 mil moradores já foram infectados e 144 morreram por complicações causadas pelo coronavírus.

"As medidas de restrição impostas até o momento não surtiram o efeito esperado.

A taxa de isolamento é baixa, há grande fluxo de pessoas e veículos nas ruas da cidade, nos parques, nos bairros e periferia.

O momento é muito crítico, carece de intervenção imediata", afirma Nessi. Comércio fechado na manhã de 30 de março no centro de Ribeirão Preto (SP) Reprodução/EPTV Na semana passada, Ribeirão Preto e outras 25 cidades que integram a Diretoria Regional de Saúde (DRS) XIII foram mantidas na fase vermelha do Plano São Paulo.

O aumento no número de casos de Covid-19 na região foi determinante para a decisão do governo do estado.

Segundo o presidente do Conselho Municipal, a Prefeitura precisa adotar regras mais rígidas do que as previstas na fase vermelha, que já restringe as atividades apenas aquelas consideradas essenciais.

Em média, a cidade tem mantido um índice de isolamento social em torno de 45%.

Nessi acredita que as medidas mais restritivas poderiam elevá-lo a 65%.

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