Com queda na demanda, feirantes apostam nas entregas e cogitam quarentena em Ribeirão Preto, SP

Estado de calamidade por conta do novo coronavírus permite funcionamento das feiras e de outros serviços essenciais.

Mesmo assim, comerciantes cogitam fazer quarentena diante da redução no movimento.

Movimento nas feiras livres cai pela metade após decreto de calamidade em Ribeirão Preto O isolamento social necessário para combater o novo coronavírus derrubou o movimento de uma feira na Vila Seixas, em Ribeirão Preto (SP).

As feiras livres são parte das atividades que podem funcionar apesar do decreto de calamidade pública.

A falta de clientes levou os feirantes a apostar em entregas para recuperar as vendas e alguns cogitam suspender as vendas.

“Hoje tem umas 17 entregas, mas a feira está funcionamento normal”, explica a feirante Natália Santana.

Os pedidos chegam pelo celular e o delivery é feito de carro.

Nem o cuidado com o coronavírus fez com que os clientes aparecessem na barraca de pastel da feirante Érika Takamiya.

Ela disponibiliza álcool gel aos clientes, mas o movimento caiu em 90%, estima.

“A gente nem está pondo banco, hoje que a gente colocou, mas não tem gente”, lamenta a feirante.

As feiras livres são consideradas essenciais, já que são ligadas a alimentação, e podem funcionar, assim como mercados e estabelecimentos de saúde.

Possível quarentena João Paulo Avelino usa máscara e luvas para atender a clientela.

A prevenção ao novo coronavírus acompanha a preocupação com a continuidade ou não do negócio dele nos próximos dias.

“Nós estamos preocupados porque o movimento caiu mais de 50%.

Se continuar assim a gente vai entrar em quarentena também”, afirmou.

“Temos compromisso com os fornecedores e temos que arcar.

Se continuar assim, bastante fraco, vamos dar uma pausa de duas semanas”.

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